segunda-feira, 30 de agosto de 2010

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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Passagem, parte 2

Certa vez, em conversa com Danilo, lhe perguntei sobre os rituais de despedidas que fazemos aqui no ocidente. Em suas respostas pude captar o quanto a vida aqui é pequena e representa apenas mais uma fase de uma longa jornada, assim como uma série numa escola. Aprendi que devemos analisar muito bem cada situação e o mundo o qual (tempo e espaço) nascemos. Aprendi o quanto é importante sempre nos despedimos daqueles que admiramos e amamos com carinho e afeto, assim evitamos arrependimentos numa partida repentina nossa ou destes entes queridos. Aprendi que se mantivermos nossa atenção em nossa própria evolução atentos vícios, apegos, desconhecimentos, carmas e outras mazelas evolutivas, temos a chance de efetuar uma passagem tranqüila.

Obviamente nem todos podem se dar ao luxo de se entregarem a uma vida de monge. Mas podemos, dentro de nossas limitações, aprendermos a doarmos um pouco de nós para o nosso próximo, para a vida em geral, para o planeta.  Praticarmos o amor incondicional, ter conhecimento que estamos aqui para mudar algo em nós que precisa ser mudado.

 Para mim, entender o processo da vida estando vivo era uma dificuldade enorme. Somente o fiz ao ser capaz de tomar outro ponto como referência, ou seja, se imaginando fora deste plano. Então, lhe sugiro passar a fazer o mesmo: ande na rua e imagine-se como um espírito, repare as pessoas, repare como elas agem e o que fazem, repare o quanto elas acham que a experiência de estar vivo aqui é única, tente ver o que elas fazem de errado, o que elas fazem de certo, repare os apegos delas, as dedicações que elas empregam.

Não demorará muito, com um leve conhecimento, você ser capaz de se transportar para uma realidade inédita, mas que lhe renderá muitos conhecimentos e até mesmo ajuda. Se insistir em aprender, notará que impulsos de aprendizado lhe serão estimulados, por meio de seu anjo, das pessoas ao seu redor, materiais etc.

Um bom conhecedor da vida, não precisa ser um santo, um monge, um curandeiro ou um mestre, precisa querer acertar, conhecer o certo, praticar o bem, mostrar e multiplicar o amor. Em breve você será capaz de ver a vida como os anjos ou auxiliadores vêm: como algo simples, como algo a ser vivido e aprendido. Isso lhe dará capacidades de entender a si próprio, a vida e tudo que ela envolve.

É muito triste ver o ciclo, aparentemente infinito, que vemos determinadas pessoas. Elas cometem e praticam sentimentos não elevados se condenando, uma vida após a outra. Alimentam suas avarezas, lúxurias, atrocidades e condenam a si próprias a retornarem nas mesmas condições decadentes que em outra vida subjugaram. "E o rico vem pobre e o pobre vem rico, até aprenderem..."

A linha de mensagem é simples, sempre foi. Você é aquilo que pensa, aquilo que faz. Sua vibração é composta pelo resultado do que você é para você, para os outros e tudo mais a seu redor. E ela (sua vibração), vai determinar para qual escala no plano astral, ou mesmo mental, você vai (ou não vai) depois de desencarnar. Mais uma vez simplificamos conceito de céu e inferno. Só que aqui, mesmo para aqueles bons, que foram enganados por religiões ou mesmo se apegaram tanto a este mundo, o outro lado pode parecer um inferno, uma vez que ele somente vê a realidade que quer ver.

Acredite ou não, por mais que pareça contraditório, um grande número de pessoas consegue evoluir neste planeta. Grande parte delas na dor, na necessidade. Pois é sentindo falta que você nota o quanto isto é importante, ou quando você precisa de algo que nota mãos dispostas a lhe ajudar ou se desapega. Fato é que, para muitos de nós, somos apesar gerentes de problemas nesta vida, mas mesmo isso não nos incapacita de crescermos evolutivamente.

Não podemos esperar ou acreditar em algo senão aquilo que nós mesmos possamos fazê-lo. Não espere cair um barco do céu para resgatá-lo em alto mar ao invés de começar a nadar; não aguarde melhores chances na sua vida para fazer algo bom; não espere alguém que você brigou bater à sua porta para lhe pedir perdão, vá, se desculpe antes. Pratique você, tente experimente, busque.

As mensagens de grandes mestres e messias eram claras: seja bom, perdõe, seja manso, seja pacífico, tenha misericórdia, aprenda, escute, veja, pratique o bem; não somente o fale ou pense.

Temer a passagem não deve ser maior que temer a vida que levou. Você pode mudar num segundo àquilo que levou toda uma vida. Faça enquanto é tempo, faça o que está a seu alcance, não precisa ir longe. Faça algo para seu espírito, para seus filhos, seus pais, seus irmãos, seus parentes, seus amigos, as pessoas, os animais, o mundo. Você tem um imenso número de oportunidades de fazer o bem, faça! Faça a diferença neste mundo. Melhore, cresça, evolua. Tenho certeza de que quando você começar, vai notar que não pode mais parar e somente vai decidir parar em busca das mesmas causas as quais começou, ou seja: em prol da humanidade, das pessoas, dos animais, dos espíritos. Ai, mera semelhança com mestres não será coincidência.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Passagem, parte 1

Para melhor entendimento sugere-se as leituras abaixo:

            - Reencarnação 1, 2 e 3;

            - Vícios;

            - Entendendo a vida;

            - Justiça divina;

            - O Mal: um estado temporário.

 

            A muito tenho me perguntado como de fato é o caminho de volta. Ou seja, o que acontece quando morremos? Pelo que passaremos? O que devemos fazer? Essas perguntas me geraram inúmeras outras e as respostas que me encontrei me levaram a um busca ainda mais intensa. Afinal, não será superficialmente que seremos capazes de entender uma roda tão complexa.

            Meu erro estava em tentar entender tudo de uma vez, ou fazer perguntas que me levavam a entender um único ponto e isso não me permitia compreender o resto. Minhas perguntas a Danilo retornavam respostas aparentemente confusas, mas eu sabia que no momento, era eu quem não as entendia devido à complexidade.

            Segundo anos mais tarde pude compreender, procurarei, agora, falar da forma mais simples possível, tomando como referência um ponto que, para aqueles que já compreendem o clico re-encarnatório, seja possível compreender. Os fatos são que: existimos em vários planos, ou seja, estamos hoje aqui, no plano físico, ao morrermos retornaremos interinamente ao espiritual (sintetizando). De fato, o plano espiritual é nosso ponto comum, ou seja, nossa origem: nossa casa, onde somos aquilo que realmente somos. Vou explicar melhor isto antes de prosseguirmos.

Não podemos tomar como referência o que somos neste planeta (neste plano), nossa consciência ou como estamos manifestados aqui, leva características tanto físicas, quanto comportamentais. Nossa vida aqui é uma ligeira expressão a ser alterada de nosso verdadeiro Eu. Vamos procurar exemplificar: João da Silva: um espírito brincalhão com uma índole boa, existe a um longo tempo no plano astral. Por um motivo x (não falaremos deste motivo agora para não complicar), ele encarna novamente. Qual será sua personalidade no plano terrestre?

Muito provavelmente o espírito João da Silva, agora encarnado, dará lugar a um ser humano bem humorado e também brincalhão, assim como é sua essência.

Agora vamos supor que o espírito João da Silva deva vir ao plano terrestre para aprender a ser um espírito mais sério, mais centrado, sensato e calmo. Provavelmente (por razões que não falaremos agora) ele pode vir a encarnar numa família triste, ou numa casa que necessite da seriedade dele, a vida pode vir a lhe impor algumas dificuldades, lhe forçar uma concentração e responsabilidade. Tudo isso, uma vida inteira, para ensinar a seu verdadeiro Eu (espiritual) a ser sério, concentrado e sensato.

Ainda neste exemplo, o João poderá reparar que em suas projeções astrais, por mais que esteja submetido a uma vida terrena triste, pobre e sofrida, ele, até certo ponto, continuará sendo o espírito brincalhão, isso pode aparecer para ele como simples sonhos. Mas muitos sonhos são, verdadeiramente, uma manifestação aleatória de nossa real essência. Aqui, mais ainda se prova a frase: "enquanto dormimos, estamos verdadeiramente acordados. E acordados, estamos de fato sonhando."

Não somos exatamente o que achamos que somos. Como todos já puderam ver, somente quando entendemos o que realmente alguém passa quando sofre é que podemos compreender. Aprendemos a necessidade com a tristeza, com a dor. No exemplo acima, João da Silva, pode levar uma encarnação inteira para aprender a ser um espírito sério. Ou mesmo podem ser necessários somente alguns poucos anos de vida para tal. Assim como também, ele pode levar 30 encarnações até aprender. Tudo depende do comprometimento dele e as condições as quais ele vai sendo submetido ao longo de suas vidas.

É como dizem: "uma vida de pobreza pode ensinar muito a um rico como de fato é difícil, como existe outra realidade a ser superada, como existem pessoas boas ao redor para ajudar. E como a luxúria pode ser ruim para se desligar deste plano.

O exemplo do João é um simples, obviamente não é difícil imaginar uma gigantesca teia, entrelaçando vidas e relações.

Ainda me lembro de um simples exemplo em minha vida: eu sempre passava de carro por uma pequena rua e sempre que eu passava por este caminho havia pessoas atravessando correndo fora da faixa de pedestres. Eu ficava enfurecido, pois havia um semáforo a alguns metros de onde elas sempre atravessavam, também, um pouco atrás, uma passarela. Eu simplesmente não entendia por que elas preferiam arriscar a vida a que andar até o sinal ou subir a passarela. Certo dia, meu carro estava ruim e tive de ir de ônibus, ao descer do ponto de ônibus tive de atravessar uma pequena rua para chegar à calçada que dava no local de meu destino.

Atravessei correndo a pista e ao chegar do outro lado da rua, ao começar a andar observei um semáforo logo à frente. Parei e olhei para trás, vi a passarela. Fiquei pasmo. Ali pude entender uma gama de coisas, fatos e palavras.  Aprendi num simples ato que é vivendo, sofrendo ou sentido que aprendemos, isso não muda. Para vermos como funciona, precisamos estar lá, não basta imaginar. Jamais poderemos imaginar situações, jamais entenderemos uma necessidade, uma ação ou a reação de alguém até passarmos pela exata situação.

Voltei para casa feliz de meu entendimento, mas também ciente do quanto é necessário para se aprender, para ver como reagimos para saber descrever uma ação ou sentimento. Talvez, tenhamos mesmo passar por vários níveis, vários tipos de vidas em várias condições para aprendermos interinamente tudo que é necessário e montar um estado de espírito com evolução suficiente para continuar.

Na vida que conhecemos é preciso estar atento a sinais. É importante saber o que pode estar se manifestando a seu redor, tomar ciência de seu estado, personalidade ou se dedicar a desenvolver alguma habilidade para cumprir seu objetivo. De fato, infelizmente para alguns, é necessário muito tempo.

Nossa personalidade aqui, desde que nascemos, pode se resumir a uma simples equação: 25% da criação + 25% da origem espiritual + 50% da informação genética passada. E podemos levar mais de uma vida para aprender algo, consideravelmente simples. Aprendemos, no decorrer da vida, podemos alterar nossa forma de viver, pensar e agir, com isso mudamos também nossa natureza, nosso espírito e nossa personalidade verdadeira (o Eu espiritual).

No plano astral não existe mentira, não há o que esconder, pois você pode ser visto pelo que de fato você é. Vamos supor que você seja uma pessoa boa e a cor de uma pessoa boa seja por padrão azul, quando você desencarnar a cor de seu espírito será azul. Qualquer entidade que se aproxime de você poderá ver que você é uma pessoa boa, pois você vibra bondade.

Porém até mesmo bondade requer tempo e experiência para se adquirir em sua inviolabilidade, integridade, plenitude e força. Pensamentos positivos, luz, vibração boa, vontade para o bem comum, humildade, caridade, harmonia, amor incondicional, respeito e outros sentimentos e características afins requerem experiência, sofrimento e escolha.

Um ser humano que acaba de desencarnar passará por fases, aparentemente desconhecidas por ele, até que retorne a seu estado "infino", ou seja, o estado normal; como espírito, que ele já conhece e provavelmente já esteve por um tempo considerável. Vou tentar citar aqui em resumo deste período que todos nós passaremos, ocultando algumas variáveis e normatizando alguns nomes já usados por religiões.

Para definirmos um ponto de partida, vamos iniciar com um nascimento. Um espírito que está encarnando recebe seu corpo físico. Ele é recém entrado no corpo fisco, embora, como espírito ele saiba do processo encarnatório, como ser humano ele recebe o véu da amnésia espiritual. Véu este que o ajudará verdadeiramente querer fazer o que é certo, a perdoar o que precisa ser perdoado e esquecer tudo que passou, que sofreu ou que o fizeram sofrer.

            Porém, embora toda a vida terrena seja aparentemente nova para o ser humano, ocorre um registro na consciência espiritual do ser (consciência esta que será submetida ao julgamento cármico no desencarne), a gnose chama esta consciência que recebe estas informações de átomo permanente. Podemos dizer que ele é o registrador etérico da experiência em vida na terra e efetua um registro perfeito das vividas, pensadas e praticadas.

Toda a experiência vivida, desejos, emoções, crenças, essência e sentimentos passados na última vida serão colocados em júdice durante a passagem em sua fase inicial.

Logo depois da morte física ocorre a quebra do elo que prendia o espírito (ou alma) ao corpo físico. Porém determinas ligações cármicas e dármicas, efetuadas ao longo da vida ainda tendem a permanecer ativas por certo tempo, que pode variar muito (de minutos a anos). Estas ligações podem ser frutos de desconhecimento, de relações afetivas ou negativas, tendências, ambições, alimentação, desejos e outros. Voluntária ou involuntariamente, estas ligações precisarão ser quebradas para desacorrentar o espírito do corpo, processo comumente chamado de desmagnetização.

A idéia de céu e inferno pode ajudar na didática do entendimento. Podemos colocar, num nível simplificado, que nossa casa real é o céu. Para encarnarmos, ou descermos para a forma física, na Terra, entramos numa fila que nos levará a um elevador que desce, destinado à terra. Em nosso retorno, após a vida terrena, precisamos tomar um elevador diferente para subirmos. A idéia do inferno pode se aplicar a fatores complicadores criados pelo próprio espírito em sua caminhada de volta, caso, conseguir chegar ao elevador. No retorno normal, para chegarmos ao elevador de subida, precisamos atender a certos pré-requisitos e deixarmos certos apegos adquiridos para trás.

Infelizmente, ainda existem outros fatores relacionados que estão ligados ao desligamento da alma ao corpo. Fatores grandes e pequenos como: consciência de seu "novo" estado, vontade de prosseguir, desapego, liberdade química, mental, emocional e outros.

Fato é: pessoas com vícios, apegadas a pessoas ou materiais, descrentes, irritadas, desorientadas ou acostumadas a luxo terão grandes dificuldades de seguirem – retornar ao plano comum, o espiritual. O trabalho de preparação para o retorno (evolução) deve ser um trabalhado ao longo de anos antes da passagem, pois é necessário, fora a vontade de prosseguir, que os pré-requisitos para esta devem estar no ínfimo da pessoa, dentro de seu espírito e sua real vontade.

Para aqueles que ficam, sentimentos de tristeza, saudades e não aceitação à perda de um ente querido podem alimentar mais ainda a vontade do espírito recém desencarnado de permanecer. Em nossa atual raça, pouco as pessoas conhecem ou acreditam do que deve ser feito para conduzir aqueles que amamos ao caminho correto, falaremos mais disto posteriormente.

 Sentimentos de desejar o bem e felicidade daquele que está partindo, ou já partiu, deve estar acima da saudade e tristeza que o ente querido deixa. Vibrações de luz e desejo de evolução podem ajudar muito àqueles carentes de conhecimento ou que possuem muitas ligações a serem quebradas.

Em geral, avançadamente, após 7 dias é interessante que pensamentos, memórias, fotografias, dores e palavras a respeito do passageiro (ex-encarnado) deixem de acontecer. Isso fará com que nenhuma energia alimente mais certas ligações e também que o passageiro sinta-se "deslocado" forçando-o a seguir seu caminho de volta.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Ateísmo e Crenças

            Em uma de nossas viagens astrais, certa vez eu e Danilo sobrevoamos uma região que parecia ser conhecida por ele. Nesta ocasião ele nos colocou na superfície (ele me alimentava de energia para eu poder me movimentar como ele) e pousamos numa linda área.

            Quando tocamos o solo observei uma grande massa de entidades astrais nos olhando, mas o olhar deles para Danilo era como se fosse uma adoração. Quando perguntei o que eles eram e por que pareciam lhe adorar. Danilo me promete uma explicação num momento oportuno quando voltássemos ao físico.

            Na manhã seguinte passei na casa de meu amigo para continuar minhas aprendizagens. Combinamos de andar à pé e no meio de nossa caminhada, ele me perguntou se eu lembrava dos detalhes da noite anterior, infelizmente, como era bem comum; eu esquecia minhas viagens.

            Como era de costume Danilo não me lembrava de nada, ele deixava para que eu lembrasse sozinho, pois sabia que minhas questões viriam à tona em breve. E assim aconteceu, bastou uma situação similar para eu perguntasse algo relacionado e minha dúvida fosse respondida.

            Passamos em frente a uma igreja muito barulhenta. Para mim, parecia horrível: o barulho, os berros dos palestrantes; eram extremamente incômodos. Quando eu reclamei, Danilo, já sabia que aquilo estava relacionado à minha pergunta, me alimentou das informações que eu precisava.

            Me lembro com exatidão de nossa conversa, como quando ele perguntou por que as pessoas estavam ali? E por que estavam naquela situação a qual eu havia reclamado? Tentei explicar que não conseguia entender porque as pessoas se submetiam àquilo, que sentia pena e que tinha raiva daqueles ditos como homens de fé, mas que levavam as pessoas a um caminho errado, muitas vezes somente para lhes tomar dinheiro.

            Nas explicações dele, aprendi que cada pessoa tem seu ponto de evolução, entendimento e vontade. Aprendi que o certo ou errado para alguns, muitas vezes não será o mesmo para outras. O que as pessoas aprenderam como fé pode ser um sentimento forte ou fraco, dependendo da situação a qual elas são submetidas.

            Infelizmente, para muitos, o questionamento não é importante, sequer uma escolha. O desconhecimento ou falta de questionamento nos afasta do bom senso e gera a ignorância. E com tristeza sabemos que é com ignorância que uma grande massa é manobrada nas mãos de pessoas maliciosas e hipócritas.

            Muitas coisas que temos ao nosso redor são realidades próprias, ou seja, vemos aquilo que estamos acostumados ou designados a ver. Aqueles que não podem questionar jamais conseguirão ver além do que podem ou querem ver. Isso é muito ruim para a humanidade como um todo.

            Afinal, de fato, eu jamais poderia sequer imaginar alguém bom, humilde e simples como grandes mestres que já passaram por este planeta, pedir para ser adorado, cultuado ou servido.  Imagine um mestre como Jesus, Sidarta ou Yukteswar, dentre vários outros, andar sobre ombros dos mais fracos, pedir conforto ou cobrar adoração? Parece um pouco adverso ao que eles sempre pregaram, não é?

            Nós crescemos sob pilares de mentiras, ilusões e sofrimentos que, assim como no mundo espiritual, aqui no material, também foi montado.  Aos interessados em história, bastariam poucas pesquisas para aprender que um mestre algum pediria templos em seu nome, exigiria dinheiro para algo que não fosse revertido a bem comum, diria que está certo somente quem acredita numa única religião ou que somente em um único local físico você encontraria Deus.

            Se houvesse uma balança para medir feitos ou bondades, muito provavelmente teria muito mais peso alguém ateu, porém bom. Se comparado àquele que bitolado por uma religião mas cego às suas atitudes e que jamais fizesse algo de bom a alguém. Pouco representa o que você faz para si ou para uma religião, mas muito você pode ser útil ao fazer algo certo e bom àqueles que estão a seu alcance. Felizmente meu amigo sempre me mandava questionar tudo sempre antes de aceitar e assim, pude aprender vivenciando e acreditando de fato.

            Infelizmente existem pessoas no mundo muito egoístas e que semeiam este pensamento nos demais, os afastando do que é correto, justo, bom, honesto etc., pois a verdadeira bondade é a vontade de fazê-la. Aproveito para fechar com algumas frases de meu amigo que podem resumir bem tudo isso:

            "Seja forte como um trovão ao defender seus ideais e seja suave como uma pena quando se tratar de praticar o bem."

            "Com conhecimento crescemos, com o crescimento evoluímos e com a evolução alcançamos a perfeição."

            "Seu corpo é o produto de seus sentimentos e vontades."

            "Você é aquilo que deseja para o seu próximo."

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Vícios

            Certa vez, andando com Danilo, observei um senhor fumando. Danilo, tendo notado minha observância me explicou mais uma das armadilhas deste plano.

            No ciclo encarnatório é fácil notar aqueles que simplesmente terão de voltar, aqueles que terão de se curar aqui, ou mesmo, os que terão de esperar muito por um nova chance de retornar.

            O destino, assim como a realidade para cada um será o resultado de seu Desejo x As conseqüências de seus atos. Tal produto definirá tempo, forma e local. Para alguns o aceite de estarem perdidos será somente o início de uma longa jornada.

            Aqueles dados como viciados, em todos os sentidos, como: fumantes, dependentes químicos, aqueles que não conseguem parar com alguma qualquer atividade ou mesmo pensamento, podem ser cobrados já mesmo neste plano físico ou terão enormes dificuldades em acordar e deixar este plano vibracional.

            Alguns doentes são obrigados pelo corpo a pararem com seu vicio enquanto ainda aqui mesmo. Muitas vezes isso os prepara, e salva, para sua libertação. Já, infelizmente outros, perdem sua vida ainda dependentes. Estes podem se tornar fantasmas sugadores de energias de viciados vivos, influenciando-os negativamente no aumento de tal dependência.

            Sem complicar o assunto, é tão fácil quanto triste. Em resumo, funciona desta forma: se você aqui vive sem vícios, sem apegos, sua passagem (desmagnetização) deste plano material para o espiritual será breve. É possível que permaneça num plano de interseção por certo tempo para consumir as energias restantes do plano (físico) deixado. Então, se suas energias astrais estiverem de acordo, sua passagem será completada.

            Porém, para aqueles que possuem alguma dependência não tratada, seja vício, carma ou problema, isso deve ser resolvido até sua partida, de outra forma terá problemas na passagem.

            Pessoas com dependências tendem, ao perderem seu corpo físico, a continuar a procurar àquilo que faziam costumeiramente enquanto vivas. Ou seja, costumam continuar sua procura para continuar a alimentar o vício. Isso durante a passagem pode ser muito ruim.

            Estas pessoas podem permanecer muito tempo na interseção, acreditando que ainda estão vivas. Confusas ou sugando energias dos vivos com os mesmos vícios elas alimentam seus vícios sem noção de sua nova realidade. A queda delas, infelizmente e muitas vezes, é inevitável. Pois, mesmo desencarnadas (ou ainda durante a passagem) elas continuam sujeitas às leis das benfeitorias e malfeitorias. E influenciar e/ou motivar outros a fazerem algo ruim, pensando em si mesmas, geram uma perda de energia vital valiosa, agregando assim, partículas negativas em seus corpos.

            As energias de determinados ambientes costumam ser pesadas devido ao apego de muitas entidades que estão na interseção e consomem a energia destes locais. As vezes, um ambiente com dezenas de pessoas que fumam, bebem e coisas afins podem possuir milhares de entidades que se alimentam da energia do consumo destas substâncias por estas pessoas.

            As entidades, mesmo já desencarnadas, que permanecem na interseção precisam desvencilhar-se dos vícios e acordarem para o estado atual para poderem continuar sua jornada. De outra forma, até isto ocorrer, estarão presas nesta situação por período indeterminado.

            Mas nem todos os viciados estão condenados à esta situação. Muitas vezes ainda neste plano (físico - encarnadas) elas são obrigadas a deixarem seus vícios por conta de algum problema físico. Isso as salva. Ou, ao menos, as coloca numa posição mais "desperta" que representará uma importante ajuda em sua passagem.

As vezes vejo pessoas com problemas em órgãos, com câncer, ou alguma limitação física devido ao abuso de alguma substância. Dificilmente encontramos palavras para consolar pessoas neste estado, mas para os espiritualistas é uma dádiva para estas pessoas. Pois, mesmo descrentes espiritualmente, tomam consciência de que seu vício é algo errado, que o apego condenará seu corpo e acelerará sua morte. Sendo assim, com estado de consciência motivado, conseguem deixar o vício a tempo para realizarem uma boa passagem.

É importante entender de apegos até vícios, eles podem lhe condenar. Os que pensam que a situação atual pode estar ruim podem acreditar, se está ruim agora é porque poderia piorar depois. Um grande sábio dizia que grandes dores vêm para curar grandes decepções e que grandes esforços podem trazer, em algum tempo, grandes presentes.

Lutar contra desejos mudanos, tendências e vícios pode, até o momento para alguns, não representar nada. Mas à medida que os anos em seu corpo tomam seu espaço a preocupação é despertada. Ao menos, o conhecimento do problema é o início de uma chance.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Vegetarianismo

 

Ainda me lembro de Danilo falando sobre a vida, evolução e vibrações. Certa vez, minha mãe o convidara para jantar em nossa casa. E quando ele negara um pedaço de frango, lhe perguntei o porquê.

Como todas as grandes explicações, o que ele me diria naquele momento, para mim, mais pareceria engraçado a que uma explicação. Mas ele sabia perfeitamente qual efeito suas palavras naquela hora e depois, teriam sobre minha pessoa.

Para entendermos o que e porque conceber o respeito à toda vida, é preciso remontar toda nossa evolução física e espiritual.

No caminho espiritual, desde a libertação da Mônada até o retorno à mesma, sofremos mudanças vibracionais que determinaram nossa forma em certos planos. Na Terra, passamos pelo mineral, vegetal, animal até chegarmos ao homo-sapiens. Obviamente cada passagem e experiência, em cada uma destas formas físicas, encontra direto com as necessidades em cada plano.

Ou seja, se somos plantas, fazemos fotossíntese; se somos animais, comemos carne e se somos humano? Acho que esta é uma questão que cada um pode responder.

Certa vez, quando minha mãe perguntou a Danilo o porquê da frescura de não comer carnes ele nos deu uma das explicações mais sábias que já ouvi, era algo assim: "não preciso tirar uma vida para satisfazer uma vontade. E antes que diga que se trata de necessidade, lhe pergunto o que aconteceria se eu nunca o fizesse, por acaso eu morreria? Se sentimos necessidade de algo, não será fazendo o pior que a supriremos em sua totalidade. Se não encontramos todas as substâncias que precisamos em vegetais, devo tirar a vida daquele que a possui pra nutrir-me ao invés de procurar direito?"

A determinação dele era fantástica, somente não entendia aqueles que de fato ainda não podiam.  Alguns riam, outros ficavam mudos, outros zombavam e depois entendiam.

Para aqueles que me falam que o animal já esta morto, eu respondia que isto era uma desculpa para desviar sua consciência e poder satisfazer a um desejo animal o qual precisamos deixar e não cultivar.

Para os que achavam prático ou serem inocentes de ir ao mercado comprar a carne de um ser que teve sua vida brutalmente interrompida eu dizia que apoiar uma ação tem o mesmo efeito de executá-la e lhe submete as mesmas leis. Pois, comparativamente, você é igualmente tão culpado de matar alguém, quanto pagar alguém para fazê-lo.

A mesma idéia pode ser usada contra aqueles que compram animais vivos no intuito de salvá-los ou dar-lhes melhores tratos. Você está financiando e motivando uma ação errada, carmicamente errada.

Fora toda a gama de ação e carma reverso, ainda existe o problema da ingestão. Retirar uma vida o submete a determinada fração do carma da vida retirada, mas a ingestão da carne daquele assassinado traz o reforço das conseqüências não somente à seu espírito, mas à  sua mente e corpo físicos também.

Seu corpo pode ser o resultado de tudo aquilo que você fala, pensa, age e come. Seu estado de espírito e o que você vai atrair também pode ser uma resultante de tudo isto. O corpo que ingere a carne de animais assassinados tende a sofrer mudanças físicas e vibracionais o sujeitando a doenças, estados emocionais irritativos e vibrações pesadas. Creio que não seja necessário comentar cada uma destas conseqüências...

Para aqueles que zelam por alguma religião, creio ser interessante ressaltar que grande parte das religiões condena, ou limita em algum momento, o consumo de carne. Religiões mais antigas, que não tiveram seus mandamentos, escritos e evangelhos alterados de modo adequá-los a sociedade política da época, também abominam tal consumo.

Não é também muito curioso que o consumo de carne varie de área para área? De etnia para etnia? Grandes mestres, que não tiveram sua estória utilizada de forma política, jamais ingeriram carne e condenavam brutalmente a violência contra os animais e a ingestão de suas carnes.

            Pessoas, mesmo sem religião ou crença, que cessaram o consumo de carne se sentiram sensibilizadas à bondade, paz, às benfeitorias. Desfrutaram de uma saúde melhor e um estado de espírito mais leve e emocionalmente mais alegre.

            Não temos de sacrificar vidas em nome de prazeres. Já passamos da época de precisar matar para viver. Somente aqueles que ainda estão mais para o plano animal do que para o plano humano ainda o fazem. Pense bem em qual você está.

 

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Analisando e compreendendo

      A muito tenho me perguntado sobre o que é de fato a vida, o universo e Deus. Tenho tentando em minhas buscas encontrar uma causa para tudo, uma origem ou mesmo, talvez, somente um porquê. Mas nesta jornada me foi mostrado que não é o resultado que importa e sim o quanto você tenta.

      A idéia de simplesmente falar sem expor uma direção, conceito ou religião pode parecer insólita para quem lê, porém, para alguns, é mais que profundo e pode ser, de fato, uma direção. Não que eu seja o guia, mas sim, que o leitor a encontre.

      Quando conheci Danilo me divertia com suas brincadeiras, irreverências e estórias, até poder ser parte desta última. O conhecimento não chega para todos. A vida não é igual para muitos. Decifrar o enigma da vida enquanto nela pode parecer ser uma tarefa mais impossível que árdua. Algumas vezes, sozinhos, sentimos que jamais conseguiremos... Mas nem sempre estamos só...

      A viagem a qual estamos destinados a fazer pode não nos parecer certa, ou mesmo justa. Mas aprenderemos que mesmo assim teremos de fazê-la. Assim Danilo me contava após cada noite, após cada experiência que ele vivia. Acho que, no início, eu as ouvia mais para poder zombar dele posteriormente a que simplesmente entender. Mas mal sabia eu que a mensagem já estava sendo transmitida.

      Algumas pessoas precisam ver, sentir ou mesmo sofrer para começarem. Mas precisamos chegar a este ponto? Sempre pensei em como fazer as pessoas compreenderem a ilusão, para que, assim, pudessem  entender a verdadeira busca ou caminho.

      Para isto, felizmente, pude aprender, com pequenas frases, ao invés de grandes lições. Danilo sempre me dizia que o que você procura bate à sua porta, se você não abrir ela pode simplesmente, para algumas pessoas, passar. Para outras, derrubar a porta.

       Em minha infância costumava muito ir a igrejas, Danilo, meu vizinho e melhor amigo, sempre acompanhava a mim e minha mãe. No início costumávamos brincar enquanto nossas mães assistiam a celebração. Brincávamos e contávamos muitas estórias um ao outro. Ainda me lembro a primeira vez que Danilo começou a contar sobre suas estranhas experiências.

      Eu, alegre como sempre, podia me divertir sobre o pavor de meu amigo, mas com minha alegria eu também podia distraí-lo e, com minha descrença, contar-lhe que nada daquilo existia. Ao passar do tempo, eu pude notar que os acontecimentos os quais ele experimentava o cercavam de tal forma que eu gostaria de estar com ele todo o tempo para ajudá-lo. Eu queria poder combater o que, até então, parecia fazer meu amigo sofrer. Por certo momento, tornamo-nos afastados, eu sempre pensava que aquelas estórias assustadoras que ele vivia a noite ficaram piores e o afastaram de mim.

      Num certo domingo, encontrei meu amigo sozinho no último banco da igreja na missa a qual assistíamos. Corri para perto dele e toquei-lhe o ombro, ele levantou sua cabeça com grandes olhos vermelhos e lágrimas que não paravam de jorrar. Eu, ainda um adolescente, não sabia ao certo o que fazer naquela situação a não ser colocar meu amigo sobre meus ombros e chorar com ele.

      Ao final da missa, pedi um minuto a meu amigo e corri para falar minha mãe para pedir para voltar para casa mais tarde, pois eu voltaria com um amigo. Ela permitiu e voltei para perto de meu querido amigo que tanto parecia precisar me mim.

      Já sozinhos na igreja eu observava o chão molhado, enchidos pelas lágrimas de Danilo, quando meu ele começou a falar a me perguntar algumas coisas como: porque fantasmas somente o assombravam, ou se Jesus a dois mil anos atacou um templo e agora estávamos dentro de um em nome dele e por que a vida para alguns era doce como uma cereja e para outros era amarga como a areia do deserto.

      Apesar de criança e de sempre ouvir alguns questionamentos de Danilo aquela foi a primeira vez em que suas palavras me bateram como um gigantesco bate-estacas. Não sei se pela dor em suas palavras ou por ouvi-las observando seus vermelhos olhos de tanto chorarem.

      Acho que pela primeira vez eu aprendi a ser, ao menos por um momento, adulto. A me importar, a querer saber a ajudar. A partir daquele momento me comprometi a ajudar meu grande amigo. Mas ele já estava sendo ajudado, mesmo sem saber. E já estava anos à minha frente.

      Acho que pela vontade de ajudá-lo passei a ouvi-lo mais, talvez sem mesmo acreditar ou somente para lhe fazer companhia e ouvi-lo como um favor. Ele me contava sobre o que era a vida, os animais, os planos, espíritos, carma etc. Coisas que eu somente talvez fosse ouvir quando fosse um adulto. Todo aquele assunto para mim, assim como ele, recém chegado na adolescência era sem dúvida diferente de tudo.

      Anos passados, Danilo se transforma num um sábio amigo. Eu já não sentia mais dúvidas de quem era o mais velho, mesmo sendo eu, cronologicamente falando, mais idoso. Danilo se superava com suas palavras e compreensões e em alguns momentos, eu infantilmente pensava: "será que ele virou amigo daqueles fantasmas e eles passaram a lhe ensinar tudo isso?"

      Os questionamentos que Danilo dirigia ao espaço e eu atentamente ouvia me despertavam lentamente, mesmo ouvindo sem plenamente entender, suas palavras me voltavam a mente quando eu observava pessoas, animais, comportamentos. Os conhecimentos passados por ele a mim tomavam o espaço dos medos em minha mente e coração. Mas até então eu somente ouvia suas aulas até que, num sonho pude vê-las e senti-las.

      Numa tarde de domingo estávamos no Playground de nosso prédio. Danilo já contava suas estórias a algumas horas e passava-me seus ensinamentos. Ainda me lembro bem, quando, um pouco antes de anoitecer, lhe interrompi e falei: "amigo somente você pode ver tudo isso? Eu nunca poderei também aprender ou fazer?" Ele muito dócil sorriu para mim e deu-me uma resposta fazendo-me mais uma pergunta: "você gostaria de ver?" Eu, sem temer, curioso, disse que sim. Ele respondeu: "então nesta noite você verá por si mesmo. Esta noite nos encontraremos."

      E assim foi. Não sei se por ter sido a primeira, mas aquela foi melhor experiência de minha vida. Vou contá-la rapidamente aqui. Eu estava excitado, mal podia cair no sono, estava extremamente ansioso. Eu ficava me perguntando o que iria acontecer, como iria ser. Depois e quase uma hora esperando, eu não fazia idéia do que esperar ou o que iria acontecer, caí no sono.

      Eu comecei a sonhar como se estivesse no espaço. Mas não conseguia me mover, eu estava emocionado e também um pouco frustrado pela falta de movimento. Olhei para o horizonte e comecei a observar uma nuvem branca crescendo e avançando rapidamente, achei que fosse morrer. A nuvem passou por mim, mas não era nuvem. Era um número inestimável de formas humanóides brancas com grandes feixes de luz. Era como seres humanos esticados, muito estranho. Antes da nuvem toda passar um dos seres me agarra pela cintura e coloca à velocidade em que todos estavam.

      Eu estava voando. O ser, atrás de mim, me impulsionando sorri. Eu perguntei: "Danilo?" O ser diz: "não, mas vou levá-lo até ele. Ele nos falou que viria e marcamos de passar aqui" O ser então aumenta nossa velocidade e adentramos a enorme nuvem branca de seres. Parecia uma migração, uma marcha ou algo grandioso, era maravilhoso.

      Passando a frente de vários seres, eu podia sentir um enorme amor, compaixão e força. Era lindo e eu me sentia muito bem. À frente localizamos um enorme ser de luz, ele parecia conduzir todos demais e sua áurea branca parecia alimentar todos atrás, inclusive eu.

      Ao me aproximar com meu amigo pude notar que era Danilo, não entendi na hora como o havia reconhecido. Ao ficar lado a lado com ele me segurou pela mão e voamos juntos, meu amigo, da carona, deu um alegre sinal de tchau e retornou à formação.

      Danilo e eu sorríamos muito. Naquele momento, me sentia orgulhoso de ter um amigo como ele. O sentimento de amor incondicional, carinho, paz e alegria eram sublimes. A única tristeza que eu podia sentir era imaginar que tudo aquilo uma hora teria de terminar.

      Danilo derrepente fez uma manobra de subida e começamos a subir muito até sairmos da Terra. Ao chegarmos fora da termosfera fiquei vislumbrado ao ver o planeta no qual vivia e que, jamais, vivo, poderia chegar onde estava. A nuvem branca de seres colocava-se a nosso redor e, com um número impressionante, contornou todo o planeta formando um grande anel.

      Danilo, ainda segurando minha mão direita aponta para tudo aquilo e diz: "olha o que o amor pode fazer." Ele sabia que não precisava falar muito, eu já estava por demais de surpreso e contemplava o momento boquiaberto, se assim pudesse ser dito.

      Danilo virava agora para mim e diz: agora vá irmão, nos veremos lá embaixo em breve, sua jornada está apenas começando. Ao soltar minha mão iniciei uma enorme queda como se fosse puxado para baixo por algo o qual me quisesse muito e eu pertencesse.

      Conforme eu descia podia sentir a densificação de meus sentimentos, toda aquela graça parecia ter ficado lá em cima. E os sentimentos terrenos novamente se enchiam em mim. Mas sabia que uma importante parte e estória estaria comigo para sempre, eu retornei feliz e em paz.

      Na manhã seguinte corri ao apartamento de Danilo e o encontrei tomando café da manhã. Ele sorriu e me ofereceu um pão. Eu sorri também e estava eufórico para lhe contar como e ele não soubesse. E quando ele acabou de mastigar me falou: "desculpe, não tê-lo deixado ficar mais." Aquilo me tirou o fôlego ele também lembrava de cada instante lá. Conversamos por horas e horas. Eu podia sentir que, a partir daquele momento, minha vida jamais seria a mesma.